Sabemos mais sobre você do que você imagina. E isso é antidemocrático.

Quem não estiver no marketing digital, vai realmente deixar de ganhar dinheiro. Isso vale para quem tem algo a vender e, há algum tempo, tem valido também para quem não tem onde trabalhar. Eu mesmo comecei uma pós-graduação em gestão de mídias digitais – onde encontrei alguns colegas jornalistas – para entrar num segmento que … Ler maisSabemos mais sobre você do que você imagina. E isso é antidemocrático.

Take a train. Take a photo. Take Courage.

Masao conteúdo multimídia

Essa é uma das fotos que mais presenteei amigos, que as pessoas gostam muito e das poucas que vendi. Eu adoro. Provavelmente por motivos diferentes do que a mensagem dela passa aos outros. Por exemplo, ela foi feita com uma Leica. Mas, e daí, não é mesmo? Eu tinha uma M2. Era linda. Icônica. Outros … Ler maisTake a train. Take a photo. Take Courage.

Manguinhos na ditadura – os alvos de uma grande injustiça

No dia 6 de abril de 1970 foi publicada no Diário Oficial a aposentadoria compulsória de 10 cientistas brasileiros do quadro do Instituto Oswaldo Cruz, baseadas no artigo 4º do AI 5, cassando seus direitos políticos por 10 anos. O documento, assinado pelo presidente Médici e por todos seus ministros – incluindo Ernesto Geisel e … Ler maisManguinhos na ditadura – os alvos de uma grande injustiça

Os dois donos da editora Abril

Há um mês fui contratado para fazer o retrato de um executivo. A agência de comunicação não me disse quem era e entendi que não era mesmo para dizer. Não seria a primeira vez que eu chegaria no escuro em um trabalho aparentemente sigiloso, uma notícia que não pode fugir do controle de um assessor, de um diretor. Depois de um certo tempo colaborando com revistas de negócios, a gente se prepara para qualquer sessão de fotos, sejam tranquilas, chatas, irreverentes, pacientes, tensas ou calorosas.

Nesse dia fui apresentado a Fábio Carvalho, advogado e sócio da Legion Holdings, que deve vir a ser – se trâmites legais confirmarem – o novo dono e diretor-presidente da editora Abril.

Logo fiquei sabendo que a sessão seria das mais comuns que envolvem executivos: a urgente. Não fez sentido um hazy, tripés, rádio e rebatedor. Ficou tudo dentro das bolsas. Mas, também pra quê tanta coisa? Talvez um flash fora da sapata conectado à câmera funcionasse. Foi desse jeito, aliás, que fotografei, há 30, anos o fundador do então maior grupo editorial brasileiro, que Carvalho comprou por simbólicos R$ 100 mil, Victor Civita.

Recém-chegado do Rio de Janeiro para trabalhar na Folha de S.Paulo, poucas coisas me intimidavam. Aos 26 anos todo mundo tem seu momento de abusado. Acho. Aí, lá fui eu para a gloriosa sede da Abril na marginal Tietê. Confesso, a minha ignorância não permitiu que eu percebesse a dimensão do que eu estava indo fazer, que era fotografar um dos homens mais poderosos de sua época. Nem me interessava se ele seria simpático. Eu ia pegar a F3, carregada com Tri-X, conectar um flash por cabo a ela e fazer 36 fotos dele em vários lugares da empresa.

Bem, nem saímos da sala. Mas usei 2 (dois) rolos de filme. Ele me ofereceu café, se dispôs a se movimentar, levantar, sentar, posar, sempre com um sorriso que parecia ter sido colado no seu rosto. Aí, entrou o flash numa mão, a câmera na outra, o foco com os dedinhos, e o flash subia e descia e ele percebeu que era muita arte para quem editava Cláudia e Veja. Talvez ele tenha percebido também meu evidente descontrole com relação ao resultado e, então, murmurava entre os dentes, mantendo o sorriso, algo que eu só entendi quando pedi mais uma foto, atrás da mesa: “- Eu vou acabar com você”. Ah, sim. Agora entendi.

Fabio
Fábio Carvalho

Não adiantou argumentar que eu era um jovem fotógrafo e ele o dono de uma editora. Seria covardia. Acho que isso deve ter piorado um pouco, porque ele repetiu, sem mexer os lábios risonhos: “- Eu vou acabar com você”. Achei melhor acabar o lance e ir embora porque, afinal, jornal tem hora para fechar. Nem me lembro como saí de sua sala mas revejo na memória aquele sorriso de ventríloquo repetindo…

O título da matéria na Folha era “Veja chega aos 20 anos como a maior revista do país”. De uma foto a outra a história da Abril reúne todas as categorias do drama. É um período de história do jornalismo brasileiro – e a perda de sua interlocução com a sociedade – e de como até grandes empresas podem se ferrar com estratégias e por má influência de pessoas erradas.

O Retrato de Sérgio Rodrigues

Masao conteúdo multimídia

Sérgio Rodrigues era um dos maiores designers brasileiros. Suas criações estão em evidência desde os anos 50 e fizeram parte significativa nos trabalhos de Lúcio Costa e Niemeyer na construção de Brasília. A sua Poltrona Mole, da década de 1970, faz parte do acervo do MoMA. Esse meu conhecimento parecia ser o suficiente para bater … Ler maisO Retrato de Sérgio Rodrigues

Inteligência Artificial pode escolher seu candidato?

Nos trabalhos da pós-graduação em Gestão de Mídias Digitais que estou cursando, me apresentam algumas questões que parecem ser totalmente novas. Um mundo cheio de nerds, estaria mesmo todo controlado? Na segunda página de estudos já dá pra ver que o que me pareciam novidades futuristas já acontecem no dia-a-dia, sem que eu – aliás, … Ler maisInteligência Artificial pode escolher seu candidato?

Um thriller para Anuar, brasileiro deportado de Israel e morador nas ruas de São Paulo

  Há 6 meses Anuar Mohammad desembarcou no aeroporto de Cumbica, vindo de Israel. Sem dinheiro e sem falar português, conseguiu embarcar em um ônibus que o fez descer no centro de São Paulo. Três dias antes, por volta das 19 horas, ele havia deixado o restaurante Eucalyptus, em Jerusalém, onde trabalha como cozinheiro. A … Ler maisUm thriller para Anuar, brasileiro deportado de Israel e morador nas ruas de São Paulo